História da descoberta O ibuprofeno foi criado nos anos 1960 por um cientista britânico (Stewart Adams) que testou o remédio em si mesmo para dor de cabeça e ressaca. Foi lançado como remédio receitado em 1969 e virou venda livre anos depois. O diclofenaco surgiu na mesma época, desenvolvido pela empresa suíça Ciba-Geigy, e chegou ao mercado em 1974 (no Japão) e 1988 nos EUA, como uma opção mais forte para inflamações.
Como agem no corpo e diferenças Ambos são anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) que bloqueiam enzimas (COX-1 e COX-2) para reduzir prostaglandinas, aliviando dor, inflamação e febre. O diclofenaco é mais potente e seletivo para COX-2, ideal para dores fortes, artrite ou inflamações crônicas, com efeito mais duradouro. O ibuprofeno é menos potente, age mais rápido, bom para dores leves/moderadas, febre e uso curto, mas com menor ação anti-inflamatória em doses baixas.
Principais riscos Os dois podem irritar o estômago (causando gastrite, úlceras ou sangramento), afetar os rins e elevar a pressão. O diclofenaco tem risco maior de problemas cardíacos graves (como infarto ou parada cardíaca, aumento de até 50%) e sangramento digestivo. O ibuprofeno também aumenta risco cardiovascular (cerca de 30%), mas geralmente é considerado mais seguro para uso curto e em pessoas com coração sensível, além de ser mais acessível sem receita.
Polêmicas Estudos mostram que diclofenaco e ibuprofeno elevam risco de infarto e parada cardíaca, gerando alertas de agências como FDA e EMA para limitar uso em pacientes de risco (idosos, hipertensos). O diclofenaco é criticado por ser mais perigoso que ibuprofeno ou naproxeno, com debates sobre venda livre. O ibuprofeno gera preocupação com uso indiscriminado e overdose. Ambos são seguros em doses baixas e curtas, mas exigem cuidado e orientação médica.