• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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Diclofenaco ou Ibuprofeno: Qual é Melhor? Diferenças, Riscos e Qual Escolher. JULIO PEREIRA NEUROCIRURGIÃO

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História da descoberta O ibuprofeno foi criado nos anos 1960 por um cientista britânico (Stewart Adams) que testou o remédio em si mesmo para dor de cabeça e ressaca. Foi lançado como remédio receitado em 1969 e virou venda livre anos depois. O diclofenaco surgiu na mesma época, desenvolvido pela empresa suíça Ciba-Geigy, e chegou ao mercado em 1974 (no Japão) e 1988 nos EUA, como uma opção mais forte para inflamações.

Como agem no corpo e diferenças Ambos são anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) que bloqueiam enzimas (COX-1 e COX-2) para reduzir prostaglandinas, aliviando dor, inflamação e febre. O diclofenaco é mais potente e seletivo para COX-2, ideal para dores fortes, artrite ou inflamações crônicas, com efeito mais duradouro. O ibuprofeno é menos potente, age mais rápido, bom para dores leves/moderadas, febre e uso curto, mas com menor ação anti-inflamatória em doses baixas.

Principais riscos Os dois podem irritar o estômago (causando gastrite, úlceras ou sangramento), afetar os rins e elevar a pressão. O diclofenaco tem risco maior de problemas cardíacos graves (como infarto ou parada cardíaca, aumento de até 50%) e sangramento digestivo. O ibuprofeno também aumenta risco cardiovascular (cerca de 30%), mas geralmente é considerado mais seguro para uso curto e em pessoas com coração sensível, além de ser mais acessível sem receita.

Polêmicas Estudos mostram que diclofenaco e ibuprofeno elevam risco de infarto e parada cardíaca, gerando alertas de agências como FDA e EMA para limitar uso em pacientes de risco (idosos, hipertensos). O diclofenaco é criticado por ser mais perigoso que ibuprofeno ou naproxeno, com debates sobre venda livre. O ibuprofeno gera preocupação com uso indiscriminado e overdose. Ambos são seguros em doses baixas e curtas, mas exigem cuidado e orientação médica.