• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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MELHOR REMÉDIO PARA DOR NA COLUNA? Dr. Julio Pereira – Neurocirurgião São Paulo – Neurocirurgião Beneficência Portuguesa

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A resposta mais honesta e clinicamente precisa para a pergunta “qual é o melhor remédio para dor na coluna?” é: depende da causa da dor. Não existe uma pílula mágica universal, pois a dor nas costas pode ter origens completamente distintas, desde uma tensão muscular simples (mecânica) até uma hérnia de disco comprimindo um nervo (neuropática) ou uma inflamação articular. O “melhor” medicamento é aquele que ataca o mecanismo específico que está gerando o sintoma naquele momento. Por isso, a automedicação é frequentemente ineficaz, pois o paciente pode estar tomando um anti-inflamatório para uma dor que, na verdade, é de origem nervosa e exige outra classe de fármacos.

Na fase aguda, quando a dor é recente e ligada a um “mau jeito” ou inflamação, os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e analgésicos comuns costumam ser a primeira linha de defesa. Eles funcionam reduzindo a cascata inflamatória local, aliviando o inchaço e a dor. No entanto, eles não devem ser usados indiscriminadamente ou por longos períodos devido aos riscos de efeitos colaterais graves, como úlceras gástricas e lesão renal. Para dores associadas a contraturas — aquela sensação de “travamento” —, os relaxantes musculares são frequentemente associados para “soltar” a musculatura rígida que está protegendo a lesão.

Quando a dor se torna crônica ou tem características neuropáticas (como queimação, formigamento ou choque que irradia para as pernas ou braços), os analgésicos comuns perdem a eficácia. Nesses casos, o “melhor remédio” muda para classes de medicamentos que agem no sistema nervoso central, como anticonvulsivantes (ex: gabapentina, pregabalina) e antidepressivos tricíclicos. Estes não são usados por depressão ou convulsão, mas porque têm a capacidade de modular a forma como o cérebro processa os sinais de dor, sendo fundamentais para tratar condições como a ciatalgia crônica.

Por fim, é crucial entender que a medicação é apenas uma “ponte” para o alívio, e não a solução definitiva. Em muitos casos, o verdadeiro “remédio” a longo prazo não é químico, mas físico. O controle da dor serve para permitir que o paciente retome o movimento e inicie a fisioterapia e o fortalecimento muscular. Sem corrigir a biomecânica, a postura e a fraqueza muscular que causaram a sobrecarga na coluna, a dor invariavelmente retornará assim que o efeito do medicamento passar.