• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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Tratamento Conservador na Hérnia de Disco: A Primeira e Melhor Opção. Dr. Julio Pereira – Neurocirurgião São Paulo – Neurocirurgião Beneficência Portuguesa

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Tratamento na Hérnia de Disco

A capacidade natural de cura do corpo A importância de priorizar o tratamento conservador em hérnias de disco sem sinais de alerta (como perda súbita de força, incontinência urinária ou “pé caído”) baseia-se na história natural da doença: a grande maioria dos casos tem resolução espontânea. O corpo humano enxerga o material do disco herniado como um “corpo estranho” e ativa o sistema imunológico para degradar e reabsorver esse fragmento ao longo dos meses. Optar pelo tratamento conservador é, essencialmente, dar tempo e suporte para que o próprio organismo realize o processo de “autocura” e desinflamação, evitando intervenções invasivas desnecessárias.

Foco na inflamação e na funcionalidade Muitas vezes, a dor intensa da hérnia de disco não é causada apenas pela compressão mecânica do nervo, mas sim pela inflamação química que o vazamento do núcleo do disco provoca na raiz nervosa. O tratamento conservador atua agressivamente nessa inflamação através de medicamentos (anti-inflamatórios, analgésicos e, às vezes, corticoides) e medidas físicas. O objetivo não é apenas “mascarar” a dor, mas sim “apagar o incêndio” inflamatório, permitindo que o paciente recupere a mobilidade e saia da fase aguda de travamento muscular e espasmos.

Fisioterapia ativa e o fim do repouso absoluto O pilar central do sucesso conservador é a reabilitação física. Diferente do que se acreditava antigamente, o repouso absoluto na cama é prejudicial e retarda a recuperação. O tratamento moderno envolve fisioterapia especializada, que utiliza técnicas de terapia manual para alívio da dor, seguida de exercícios de estabilização segmentar (fortalecimento do “core” e músculos profundos da coluna). Essa abordagem não só trata a crise atual, mas educa o paciente sobre postura e mecânica corporal, criando uma proteção muscular natural que previne futuras recidivas.

Resultados a longo prazo e segurança Estatisticamente, cerca de 90% dos pacientes com hérnia de disco melhoram significativamente apenas com tratamento conservador dentro de 6 a 12 semanas. Estudos comparativos mostram que, após um ou dois anos, os resultados clínicos de pacientes tratados conservadoramente são muito semelhantes aos dos que operaram, com a vantagem de não terem se exposto aos riscos inerentes a uma cirurgia (como infecção, riscos anestésicos ou fibrose pós-cirúrgica). Portanto, na ausência de déficits neurológicos graves, a cirurgia deve ser sempre a última opção, e não a primeira,